Teatro de Patos: uma obra de 10 anos
O teatro de Patos: uma peça longa, cara e cheia de atos políticos
O Teatro Municipal de Patos parece mais uma peça dividida em vários atos — e, infelizmente, não estamos falando de arte, mas de
Agora, em 26 de março de 2026, às vésperas de deixar o cargo, o prefeito de Patos, Nabor Wanderley, corre contra o tempo para inaugurar obras e tentar passar para a população a imagem de que está entregando grandes presentes à cidade antes de transferir o mandato ao vice-prefeito Jacob Souto.Patos merece, sim, um teatro. Merece um espaço digno para a cultura, para a música, para as artes cênicas e para os artistas da terra. O que a população questiona não é a obra em si, mas a novela em que ela se transformou: mais de dez anos de construção, recursos enviados, prazos perdidos e, agora, uma inauguração que muitos consideram mais política do que cultural.
E a polêmica começa pelo nome. Sem desmerecer a importância do ex-ministro Ernani Sátyro, muitos patoenses que viveram e construíram a cultura da cidade talvez merecessem muito mais essa homenagem. Gente que fez teatro quando não havia teatro, que montava palco improvisado, que ensaiava em igreja, em rua, em escola, apenas por amor à cultura.
E impossível falar da história cultural de Patos sem lembrar do Grupo Teatral Amador de Patos (GETAP), no bairro São Sebastião, surgido ainda nos anos 1970, formado por jovens da União da Juventude Cristã. Ali estavam nomes como João Emídio da Silva, um verdadeiro batalhador da cultura popular, que coordenava mais de 30 jovens atores.só não se antecipou em abrir as portas para o povo.
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