Sociedade Paraibana quer prisão de todos os envolvidos no escândalo do Hospital Padre ZÉ , incluindo Tiberio Limeira e Pollyanna Dutra

 


O escândalo envolvendo o Hospital Padre Zé, o Instituto São José e a Ação Social Arquidiocesana ganhou um novo e explosivo capítulo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público da Paraíba, que inclui entre os investigados nomes de peso da estrutura política do governo estadual, como a secretária Pollyanna Werton Dutra e o ex-secretário Tibério Limeira.

A nova peça acusatória reforça a avaliação de que o padre Egídio de Carvalho Neto não teria atuado sozinho no esquema investigado. Segundo a denúncia, havia uma engrenagem mais ampla, com participação de agentes públicos, gestores de convênios, operadores financeiros e empresários, todos com funções definidas dentro da suposta organização criminosa.Ao todo, 14 pessoas foram denunciadas, entre elas o padre Egídio, apontado pelo Ministério Público como chefe do esquema. As acusações envolvem crimes graves, como pagamento de propina, lavagem de dinheiro, desvio de finalidade, estelionato e apropriação de recursos públicos e privados destinados a instituições filantrópicas.

No caso de Tibério Limeira, ex-secretário de Desenvolvimento Humano da Paraíba, a denúncia sustenta que ele teria autorizado e aprovado convênios vinculados ao programa Prato Cheio, além de ser citado como beneficiário de repasses ilícitos. De acordo com o material apresentado pelo MP, Tibério teria recebido R$ 50 mil, supostamente entregues por meio de intermediários. A acusação menciona mensagens de WhatsApp e anotações financeiras que fariam referência a esses repasses.

Já Pollyanna Dutra, sucessora de Tibério na pasta e atual secretária, também foi incluída na denúncia. Conforme o Ministério Público, ela teria dado continuidade ao mesmo modelo de operação e recebido, em tese, R$ 70 mil em vantagens indevidas. A investigação aponta que o valor teria sido repassado por intermédio de pessoas ligadas à estrutura administrativa do Hospital Padre Zé.

A denúncia descreve um esquema que, segundo o MP, funcionava a partir de contratos e convênios celebrados com recursos públicos, acompanhados por prestações de contas fraudulentas, emissão de notas fiscais falsas e devoluções ilícitas disfarçadas. O núcleo empresarial investigado aparece ligado ao fornecimento de produtos e serviços ao hospital e ao programa social, movimentando cifras milionárias.

Entre os nomes citados está ainda Kildenn Tadeu Morais de Lucena, apontado como líder do núcleo empresarial. Segundo a acusação, empresas vinculadas a esse grupo tiveram papel central no abastecimento de itens relacionados ao Projeto Prato Cheio, cujo volume financeiro, apenas nos termos de colaboração mencionados na denúncia, alcança R$ 18,4 milhões.

A gravidade do caso aumenta a pressão por responsabilização ampla e isonômica de todos os envolvidos, caso as acusações sejam confirmadas pela Justiça. No ambiente político, cresce a cobrança para que o peso da lei não recaia apenas sobre uma parte dos investigados, enquanto outros nomes, com forte inserção no governo, seguem tentando afastar as suspeitas.

Em sua defesa, Tibério Limeira afirmou ao portal g1 que a denúncia estaria baseada em “supostos documentos” sem confiabilidade e sem validade legal, sustentando que os registros mencionados poderiam ter sido produzidos por qualquer pessoa. Já Pollyanna Dutra, por meio de sua assessoria, informou que ainda não teve acesso ao conteúdo integral da denúncia e que desconhece os fatos narrados.

O caso representa mais um desdobramento da Operação Indignus, que já havia alcançado outros integrantes apontados como peças importantes do esquema, entre eles o próprio padre Egídio, a tesoureira Amanda Duarte Silva Dantas e a diretora administrativa Jannyne Dantas Miranda e Silva.

A sociedade acompanha o desenrolar das investigações com expectativa de que todos os fatos sejam devidamente esclarecidos e que eventuais culpados, independentemente de cargo ou influência política, respondam na forma da lei. Num escândalo dessa dimensão, o que está em jogo não é apenas a punição individual de acusados, mas a credibilidade das instituições e o destino de recursos que deveriam servir à população mais vulnerável.

Se quiser, posso fazer uma segunda versão ainda mais picante e incisiva, em estilo de bastidor político, para publicação opinativa.

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