PP e União Brasil saem em defesa de Toffoli e colocam Lucas Ribeiro contra a parede na Paraíba
A Federação União Progressista, formada pelo Partido Progressistas (PP) e pelo União Brasil, divulgou nesta sexta-feira (13) uma nota pública em defesa do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal. O magistrado deixou a relatoria do caso envolvendo o Banco Master após a Polícia Federal apresentar indícios de possíveis crimes à Corte.
O manifesto foi assinado pelo presidente nacional do PP, o senador Ciro Nogueira, e pelo presidente do União Brasil, Antônio Rueda. O gesto político, no entanto, não repercute apenas em Brasília — ele ecoa diretamente na Paraíba e pressiona lideranças locais.
O vice-governador Lucas Ribeiro (PP), apontado como pré-candidato ao Governo do Estado, terá de decidir se acompanha oficialmente a posição nacional do seu partido ou se assume postura própria diante da polêmica. O silêncio, neste momento, pode ser interpretado como alinhamento automático — ou como falta de autonomia política.
Nos bastidores, pesa ainda o fato de que o deputado federal Aguinaldo Ribeiro, figura influente na cúpula nacional do PP e apontado como principal articulador da pré-candidatura de Lucas, integra o núcleo dirigente da legenda. Uma manifestação divergente poderia significar desgaste interno considerável.
Enquanto setores da opinião pública questionam a permanência de Toffoli no Supremo em razão das suspeitas levantadas no caso Master, a Federação União Progressista adotou discurso de defesa institucional. Segundo reportagem do Poder360, uma sessão reservada do STF na quinta-feira (12) registrou críticas à atuação da Polícia Federal e preocupação com a imagem da Corte.
Na Paraíba, o debate também envolve o senador Efraim Filho, do União Brasil, igualmente citado como pré-candidato ao Governo. Ambos, Lucas e Efraim, agora se veem diante da mesma encruzilhada: endossar publicamente a posição nacional de seus partidos ou marcar posição própria.
A pergunta que permanece no ar é simples — haverá manifestação clara ou prevalecerá o silêncio estratégico? Em tempos de polarização e desconfiança institucional, omissão também comunica.
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