Caso Master derruba candidaturas e força aliados a recuar enquanto tentam salvar nomes, apoios e votos
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Caso Master derruba candidaturas e força aliados a recuar enquanto tentam salvar nomes, apoios e votos

Bancada do Master tenta sobreviver ao Caso Master, com desistências de caciques, queda nas intenções e manobras para sustentar candidaturas diante do desgaste
A Bancada do Master sofreu baixas importantes nas últimas semanas, com desistências e recuos de pré-candidatos que têm ligação com o banqueiro Daniel Vorcaro.
Os efeitos do Caso Master já alteraram rotas de campanhas, mudaram estratégias e pressionaram aliados a justificar ligações e recibos, em um momento decisivo da pré-campanha.
As informações e dados relatados a seguir foram compilados conforme informação divulgada pelo Estadão.
Desistências de peso e recuos nas pré-candidaturas
Dois ex-governadores, Cláudio Castro, do Rio, e Ibaneis Rocha, do Distrito Federal, desistiram de disputar o Senado após o impacto do escândalo ligado ao Banco Master.
Cláudio Castro anunciou que, após muita reflexão, optou por sair da disputa, e disse, “Rezando muito, conversando muito, ouvindo muito, partilhando com minha família, meus amigos, pessoas que me acompanham, eu resolvi tomar a decisão mais difícil da vida”, ao informar sua desistência.
Ibaneis, que não foi alvo de operação, também recuou, afirmando, “Estou completando 55 anos e quero cuidar da minha vida”, declaração dada em entrevista à TV Globo.
O criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro, Kakay, orientou que, para a defesa, é melhor permanecer fora da campanha, “Para o advogado criminal, é sempre bom estar fora da mídia e não estar fazendo política, mas essa não é uma questão que o advogado deve opinar”, completando, “Agora, o enfrentamento é mais técnico, que é tudo que o advogado quer.”
Impacto nas campanhas presidenciais e nas intenções de voto
O Caso Master também atingiu pré-candidatos à Presidência, entre eles Flávio Bolsonaro, após divulgação de um diálogo em que ele pede dinheiro a Vorcaro para bancar o filme do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Pesquisa da Genial/Quaest mostrou que as intenções de voto de Flávio caíram de 42% para 37% no segundo turno depois da divulgação do áudio.
Em reação, Flávio tentou colar a crise no PT, dizendo, “O núcleo do PT inteiro está envolvido na sacanagem, começou lá na Bahia com esse Augusto Lima . E ninguém fala do Augusto Lima por quê? Só fala do Vorcaro”, mantendo a tentativa de deslocar o foco político.
Reações de lideranças, pesquisas e repercussão eleitorais
Levantamentos indicam que o Caso Master pesa nas decisões de muitos eleitores, especialmente os não polarizados. Em pesquisa de março da Genial/Quaest, 67% dos brasileiros disseram levar em conta o escândalo do Banco Master antes de definir seu voto.
Outra pesquisa, CNT/MDA, divulgada em junho, apontou que 80,7% dos eleitores não votariam de jeito nenhum em um candidato a deputado federal ou senador que tenha seu nome associado ao escândalo do Master ou à fraude do INSS.
Especialistas consultados pelo Estadão consideram que o golpe eleitoral será sentido principalmente por candidatos individualmente ligados ao caso, mais do que por partidos inteiros.
Quem está na mira e como o grupo tenta reagir
Além dos citados, nomes como Jaques Wagner, Guilherme Derrite, Antonio Rueda, ACM Neto e Rui Costa aparecem na teia de relações com Vorcaro, cada um lidando com o caso de forma distinta.
Em Salvador, ACM Neto recebeu R$ 5,4 milhões do Banco Master para uma consultoria, e em Brasília, Antonio Rueda recebeu R$ 6,4 milhões por meio de seu escritório, segundo a apuração.
No Nordeste, Lula e aliados têm feito agendas públicas para apoiar Jaques Wagner, com o ex-presidente dizendo, “A verdade é essa, é que nem todo irmão é um amigo, mas todo amigo é um irmão”, como forma de reforçar a defesa política do aliado.
Na Paraíba, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), é pré-candidato à reeleição e tentará lançar o pai, o ex-prefeito de Patos Nabor Wanderley, para o Senado. O presidente Lula declarou apoio ao adversário dele na disputa, apresentando um obstáculo para a campanha. No âmbito do Caso Master, Motta pediu a liberação de um empréstimo para uma empresa da sua cunhada. Ele tem tratado o caso como uma operação “dentro da legalidade”.
Em São Paulo, a pré-campanha de Guilherme Derrite enfrenta dificuldades diante de pesquisas e de decisões que o posicionaram em votações controversas relacionadas à Polícia Federal, o que complicou sua narrativa perante eleitores.
Perspectivas para a reta final da pré-campanha
Com eleições em outubro, a Bancada do Master tenta agora limitar danos, reposicionar candidaturas e buscar espaço na agenda pública, enquanto acusações e investigações continuam a aparecer.
O desfecho das apurações e a capacidade dos políticos de negar, justificar ou transferir responsabilidades serão determinantes para salvar candidaturas ou consolidar novas baixas até o início da campanha formal.
O Caso Master segue como risco transversal, afetando nomes nos três poderes e delineando uma disputa em que a imagem pública e os números de pesquisas podem definir quem permanece na corrida eleitoral.
leia58.blog com informações do Estadão
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