Novo Conselheiro do TCE, Taciano Diniz, impõe sigilo em escândalo de R$ 21 milhões na gestão de Nabor Wanderley em Patos, gerando revolta

 

Novo Conselheiro do TCE, Taciano Diniz, impõe sigilo em escândalo de R$ 21 milhões na gestão de Nabor Wanderley em Patos, gerando revolta

Taciano Diniz estreia no TCE impondo sigilo em investigação milionária em Patos, Nabor Wanderley sob pressão

O recém-empossado Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Taciano Diniz, tomou uma decisão que tem gerado forte repercussão: a imposição de sigilo nas apurações sobre o que é considerado o maior escândalo financeiro da história de Patos, ocorrido durante a gestão do ex-prefeito Nabor Wanderley (Republicanos).

A medida causou surpresa dentro do próprio TCE e intensa indignação entre os paraibanos, especialmente os moradores de Patos, que clamam por respostas sobre o paradeiro de quase R$ 21 milhões que teriam desaparecido dos cofres públicos municipais. O caso ganhou os noticiários após denúncias do ex-vereador cassado Josmá Oliveira.

Oliveira protocolou representações tanto no TCE quanto no Ministério Público, detalhando as supostas irregularidades. Um relatório do Tribunal de Contas já apontava inconsistências nas informações fornecidas por Nabor Wanderley e seus assessores diretos, levantando suspeitas sobre o sumiço dos recursos. Conforme informações divulgadas, a população tem o direito de saber para onde foram os milhões desviados.

Investigação aponta para desvios milionários e reintegração suspeita de servidor

O ex-secretário de Tributos da Prefeitura de Patos, Miréllio Alves Almeida, chegou a responder a um inquérito administrativo. No entanto, o resultado dessa investigação interna nunca foi divulgado, e o servidor foi posteriormente reintegrado à prefeitura em outra função. Essa reintegração levantou questionamentos sobre a seriedade da apuração, uma vez que os desvios estariam relacionados à arrecadação de impostos pagos pelos cidadãos.

A sociedade patoense busca respostas para perguntas cruciais: para onde foram destinados os milhões de reais, qual o desfecho do inquérito administrativo e por que Miréllio Alves Almeida foi reintegrado ao quadro funcional da prefeitura. Até o momento, as respostas permanecem evasivas.

Nabor Wanderley admite desvios, mas aponta servidor como único responsável

Em entrevista a uma emissora, em Patos, o então prefeito Nabor Wanderley admitiu a ocorrência de desvios na arrecadação de tributos, atribuindo a responsabilidade a um único servidor, Miréllio Alves Almeida. Essa afirmação gerou estranheza, pois é difícil conceber que um único indivíduo seja capaz de causar um rombo financeiro de tamanha magnitude no setor de arrecadação da prefeitura.

Nabor Wanderley também mencionou a recuperação de parte dos valores desviados. A questão que permanece é: de quem foram recuperados esses valores, e quem foram os reais responsáveis pelo prejuízo financeiro causado aos cofres de Patos? A recuperação de valores sugere a identificação dos autores, ou ao menos, de parte deles.

Renúncia e pedido de sigilo: Nabor Wanderley tenta blindar investigações

Nabor Wanderley, pai do deputado federal Hugo Motta, renunciou ao cargo de prefeito para se candidatar ao Senado Federal. Temendo as revelações das investigações em curso no TCE e no Ministério Público, ele teria recorrido ao expediente de solicitar sigilo. Essa atitude é vista como um atentado aos princípios de transparência que regem as instituições públicas, especialmente o Tribunal de Contas.

O pré-candidato ao Senado é cobrado por explicações aos órgãos investigativos e à sociedade. O sigilo imposto não resolve o problema, e a Paraíba já tem conhecimento do caso. O favor político obtido para que as investigações ocorram em segredo compromete tanto Nabor Wanderley quanto o Conselheiro Taciano Diniz, que tem uma estreia controversa no TCE.

Transparência é inegociável, exigem cidadãos e órgãos fiscalizadores

A transparência é um pilar fundamental para qualquer agente público. Se o ex-prefeito Nabor Wanderley não tem nada a temer, por que insistir no sigilo das apurações do TCE? O desaparecimento de milhões de reais ocorreu durante sua gestão, e a recuperação de parte dos valores, descrita como ínfima, levanta ainda mais suspeitas.

Quem devolveu esses valores, e sob quais circunstâncias? Seria o próprio servidor Miréllio Alves, arrependido, que devolveu uma quantia e, em troca, obteve o perdão e o retorno ao cargo? Essas são indagações que a sociedade espera ver respondidas com clareza e probidade.

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